Com uma convocação de cerca de 180 participantes, praticamente a capacidade total do auditório, o evento reuniu estudantes, empreendedores, profissionais e atores-chave do ecossistema em uma jornada que combinou apresentações, networking e espaços de diálogo.
Uma convocação que refletiu o momento do ecossistema Minutos antes do início, o fluxo de participantes já antecipava o resultado. A partir das 15h20, formaram-se filas do lado de fora do auditório, refletindo o interesse em participar de um espaço que, com o passar dos minutos, atingiu uma lotação quase completa.
A abertura ficou a cargo de Juan Carlos Requejo, vice-ministro de MYPE e Indústria do Ministério da Produção, que destacou a importância de gerar conexões reais dentro do ecossistema:
“É fundamental continuar impulsionando plataformas que conectem o talento empreendedor com oportunidades reais de crescimento e escalonamento.”
Startup UNI e o impulso a novas soluções tecnológicas
Um dos momentos centrais foi a intervenção da Engenheira Margarita Mondragón, diretora de Inovação e Transferência Tecnológica da UNI, que apresentou o papel da incubadora no acompanhamento de startups em etapas iniciais.
Sua participação permitiu entender como o processo de incubação não apenas fortalece ideias, mas também estrutura modelos de negócio, conecta equipes com oportunidades e acelera sua chegada ao mercado.
Quatro startups, quatro formas de inovar O bloco principal foi marcado pelas apresentações de quatro startups incubadas na Startup UNI, cada uma com propostas que evidenciam o alcance da inovação aplicada.
Ronaldo Lima Aroni abriu a rodada com a Kalman Robotics, uma iniciativa que busca transformar o ensino da robótica por meio do acesso remoto a equipamentos reais. A startup está prestes a lançar sua plataforma web, desenvolvimento impulsionado pelo financiamento do ProInnóvate, o que marca um marco em seu crescimento.
A apresentação de Sayuri León Farfán trouxe um olhar centrado na sustentabilidade. Pela Zeia Smart Energy, ela expôs uma solução baseada em IoT que permite monitorar em tempo real o consumo de energia e a qualidade do ar, com projeções de expansão para o setor hídrico. A startup também representará o Peru no StartCo 2026, consolidando sua projeção internacional.
Do setor imobiliário, Daniel Ortega Hurtado apresentou a Decateca, uma plataforma que simplifica os processos de compra de imóveis por meio de ferramentas digitais ágeis e seguras. A empresa projeta superar seu desempenho anterior e alcançar um faturamento superior a um milhão de soles em 2026.
O encerramento da rodada ficou a cargo de Charlie Brian Aguero Porras, que apresentou o Yakuscan, da Samins, uma solução de escaneamento 3D voltada à digitalização de embarcações. Atualmente, a equipe avalia propostas vindas do exterior, evidenciando o interesse internacional por sua tecnologia.
Quando a conversa ficou pessoal O momento mais lembrado da jornada não esteve nos pitches, mas em uma pergunta do público que mudou o tom da sala:
“Que conselhos vocês dariam aos novos empreendedores quando estão no seu ponto mais baixo?”
As respostas, longe do técnico, se concentraram na experiência. Os empreendedores concordaram em uma ideia transversal: a resiliência não é opcional.
“Se você acredita na sua ideia, precisa continuar batendo às portas.” “Nos momentos mais difíceis, o mais importante é a sua equipe.” “Cerque-se de pessoas que possam te sustentar quando tudo é incerto.”
A mensagem foi clara: não existe um momento perfeito para empreender. O importante é começar, sustentar o processo e construir junto com outras pessoas.
Além do palco A jornada continuou com um espaço de networking que permitiu estender as conversas e gerar conexões entre participantes e empreendedores.
O encerramento ficou a cargo de Vanessa Sánchez Sánchez, que reafirmou o compromisso institucional com o desenvolvimento do ecossistema:
“Espaços como a RUTA PROINNÓVATECH são fundamentais para continuar impulsionando a inovação e fortalecer a competitividade de nossos empreendimentos.”
Um ecossistema que avança A edição 2026 da RUTA PROINNÓVATECH deixou evidente um ecossistema mais articulado, com startups que não apenas desenvolvem tecnologia, mas também projetam crescimento, impacto e presença internacional.
Além das soluções apresentadas, o evento confirmou algo mais profundo: no Peru, o empreendedorismo tecnológico já não é uma promessa, é uma realidade em construção.



